A bolha está na moda

August 30, 2011

Falar de bolha está na moda no corriqueiro linguajar que descreve o momento das economias. Basta um mercado se mostrar aquecido para entrar na berlinda das especulações. Já se falou da bolha americana, especialmente do setor imobiliário que deu mesmo o que falar. A bola da vez agora é o Brasil. Economia em alta, promessa de futuro sustentável e todo mundo animado. Mas, o que isso tem a ver com fatos e realidade?

 

A verdade é que a existência ou não de uma bolha só se comprova quanto ela estoura. A especulação sobre a economia brasileira, se de fato existe a tal bolha, fica no campo do “achismo” popular. Na maioria das vezes as informações são conflitantes e mais confundem do que esclarecem. Como ninguém tem bola de cristal e o futuro nada mais é do que uma expectativa, a melhor saída ainda é buscar proteção no guarda chuvas da diversificação.

 

Com bolha ou sem bolha, prevalece o bom senso que recomenda prevenção.

A primeira regra de proteção é ficar atento aos sinais evidentes, que indicam a possível formação de bolha e a partir daí programar estratégias de negócios capazes de reduzir o risco de perdas. Ficar de olho nos recursos de investimentos internacionais e mover-se com agilidade são práticas quase óbvias, mas muitas vezes negligenciadas e quando a ficha cai pode ser tarde.

 

Moeda forte não é sinal de que o barco deve velejar em mar aberto sem os devidos cuidados do timoneiro. Prevenção é buscar nas variações estratégicas do mercado financeiro o tipo de operação que se identifica ao perfil de ‘hedging’ como os contratos de futuro, uso de derivativos ou investimentos em moedas estrangeiras, continuam sendo algumas das opções recomendáveis e mais procuradas como forma de proteção contra as potenciais ameaças.

 

Cautela também significa equilíbrio na hora de decidir. A velha e segura medida preventiva continua valendo como regra. Reinvestir apenas parte do capital, de preferência preservando os lucros do primeiro investimento é uma segura forma de prevenir prejuízos. O investidor equilibrado arrisca apenas o valor com o qual poderá arcar em caso de perda.

A mais eficaz prevenção é a informação acurada. É importante atualizar-se com o mercado e procurar se educar sobre as possibilidades de riscos e acima de tudo ficar por dentro das estratégias que oferecem proteções confiáveis.

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